Peças de mão na Odontologia: são todas iguais?

Peças de mão na Odontologia: são todas iguais?

07/10/2022 - Por: Samara Sampaio

Será que as peças de mão são todas iguais? Quando o assunto é tecnologia, inovação, segurança e qualidade, eu te garanto: nem mesmo de longe estes itens tão preciosos da Odontologia são todos iguais. Mas antes de nos aprofundarmos no assunto, vamos começar pelo começo…

Nossas companheiras desde os primeiros anos da graduação, as peças de mão, indispensáveis no dia a dia de um consultório odontológico, nada mais são que dispositivos mecanizados que fazem a rotação de itens como brocas, pontas diamantadas e escovas de polimento dental.

Com elas conseguimos alcançar com segurança regiões cariadas, fazer cortes precisos durante uma odontosecção, preparar com exatidão um dente que receberá uma prótese fixa, polir uma faceta em resina, realizar ajustes oclusais ou mesmo acessar um canal durante um tratamento endodôntico.

Subdivisão as peças de mão

Podemos subdividir as peças de mão de acordo com sua velocidade de rotação, que pode ser alta ou baixa. Na primeira categoria, temos a alta rotação, que recebe esse nome pois pode atingir mais de 300 mil rotações por minuto e chegar a ter até 10x a velocidade de uma turbina de avião. Dá para acreditar?

Devido a esta velocidade maior de rotações, esta peça é ideal para o uso de brocas de corte e desgastes mais cuidadosos e precisos. Devido à sua versatilidade, ela é sem sombra de dúvidas a peça de mão mais utilizada pelos dentistas hoje e representa um grande avanço tecnológico, bem como um marco na profissão.

Seguindo o mesmo raciocínio, as baixas rotações contam com um número menor de RPM, tendo algo entre 5 e 20 mil rotações por minuto. É chamado de baixa rotação a junção do micromotor pneumático combinada com a peça reta ou com o contra-ângulo, cada combinação performando de maneiras diferentes.

Este último é utilizado quando a necessidade de corte não é tão expressiva como no uso da alta rotação, como por exemplo em dentes decíduos, que são naturalmente mais “macios” ou quando há risco de exposição pulpar durante a remoção de cáries.

É na combinação baixa rotação mais contra-ângulo também que acoplamos as escovas de Robinson ou as taças profiláticas de borracha durante as profilaxias dentais.

Combinação do micromotor com a peça reta

Já a combinação do micromotor com a peça reta, que é um elemento usualmente sem angulações, tem usos mais externos à região intraoral, como por exemplo a realização de trabalhos protéticos como próteses totais ou parciais, protetores bucais ou placas rígidas para controle do bruxismo do sono.

Apesar do formato mais interessante para o uso extraoral, a peça reta também pode ser utilizada durante procedimentos específicos da região intraoral, como é o caso dos usos em cirurgias buco-maxilo-faciais, desgastes ósseos e a secção de dentes durante a cirurgia de remoção do siso.

E quando falamos em inovação e tecnologia, a Saevo sai na frente. Além da estética moderna e da sua anatomia com bordas arredondadas, que propiciam uma pega muito mais anatômica e agradável, as peças de mão da Saevo contam com a maior potência do mercado. Sua alta força de torção garante mais potência, o que está diretamente associado a uma maior durabilidade. Tudo isso pesando 40% menos que qualquer outra peça da atualidade. É a união da qualidade, do design, da tecnologia e da sofisticação a favor do cirurgião-dentista.

Quais são os três instrumentos básicos da bandeja?

Pinça clínica, espelho intraoral e sonda exploradora nº 5: estes são os três elementos base para o início de qualquer atendimento odontológico. Cada um destes itens desempenha uma função específica durante a avaliação intraoral e, com certeza, não ter algum deles na sua bandeja pode ser um problema.

Pinça clínica

Começando pela pinça clínica, que deve ter um tamanho adequado tanto para a mão do profissional quanto para o espaço intraoral do paciente, o cirurgião-dentista consegue fácil manuseio de objetos pequenos e mais delicados tanto para a inserção, quanto para a remoção destes objetos da cavidade oral. Um exemplo seria a colocação de uma bolinha de algodão para a secagem de um preparo para restauração. A função da pinça clínica é bastante clara: facilitar a vida do cirurgião dentista. É importante que essa pinça tenha formato e pega anatômicas, de maneira a facilitar seu manuseio.

Espelho clínico

O espelho clínico é o maior coringa do trio, com ele conseguimos visualizar regiões que dificilmente alcançaríamos de outra maneira. Áreas como a região posterior dos dentes inferiores, áreas profundas de preparos dentais e até mesmo detalhes menores como variações de normalidade na anatomia dental. Esse item pode fornecer uma imagem fiel à realidade ou mesmo uma imagem aumentada, tudo depende da sua necessidade.

Sonda exploradora

Já a sonda exploradora entra no conjunto para fazer justamente o que seu nome se propõe: ajudar o cirurgião-dentista a explorar a cavidade oral. Com ela podemos diagnosticar cáries mais facilmente, verificar trincas e fissuras, degraus entre próteses/restaurações e os dentes e também remover elementos que necessitem mais precisão do que a pinça clínica possa promover.

É claro que, a depender do tipo de atendimento a ser realizado, sua bandeja vai precisar de um “up”. Como é o caso, por exemplo, da confecção de uma restauração. Nessa situação, além dos três itens básicos descritos acima, você vai necessitar também de uma espátula para a manipulação da resina ou mesmo outros itens que auxiliem na construção do formato e polimento da sua restauração. Mas o básico, o que não podemos deixar de ter na nossa bandeja clínica para iniciar um atendimento, do mais simples ao mais completo é o trio de ouro acima mencionado.

peças de mão

Quais os instrumentais básicos para o tratamento ortodôntico?

A Ortodontia é uma especialidade odontológica vista por muitos cirurgiões-dentistas como um novo mundo dentro da carreira na profissão. Com estudos matemáticos acerca de pontos ósseos da face, a “orto” carrega consigo também um arsenal de instrumentais diferenciados, seja para a instalação, manutenção ou remoção de aparelhos fixos, autoligados, “invisíveis” e até aparelhos móveis.

Além do clássico jogo clínico contendo pinça, espelho e sonda exploradora, os ortodontistas também fazem uso de uma série de alicates, que auxiliam nos cortes, na realização do trançamento e no dobramento de fios ortodônticos.

Cada alicate conta com um tipo de corte diferente para fins específicos, como é o caso, por exemplo, do alicate distal, que como o próprio nome já diz, faz cortes mais distalmente no arco dental.

Outro item indispensável na bandeja clínica de um ortodontista são as pinças ortodônticas, também cada uma exercendo uma função específica dentro do tratamento. Um exemplo são as pinças para colagem de bráquetes, que auxiliam na colocação das pecinhas de metal individualizadas, dente a dente.

Por fim, como instrumental básico do dia a dia do ortodontista, estão as chaves para ativação e desativação de dispositivos intraorais. São pequenos apetrechos que auxiliam no funcionamento de aparelhos, como por exemplo os expansores de palato.

Cada uma dessas ferramentas tem grande importância na rotina clínica do profissional especializado em ortodontia, facilitam o desempenho e otimizam os momentos em consultório.

Foto de Samara Sampaio

O Autor

Samara Sampaio

Cirurgiã-dentista e mestre em ciências odontológicas (UNIFAL-MG). Especialista de Produtos da área de peças de mão e periféricos na Alliage.

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