Ergonomia no consultório: como evitar dores após um dia clínico

Ergonomia no consultório: como evitar dores após um dia clínico

17/03/2026 - Por: Bruna Silva

Passar horas em posição estática, com inclinação cervical e movimentos repetitivos, faz parte da rotina do cirurgião-dentista. O problema é que, quando a ergonomia não está adequada, o desconforto se transforma em dor crônica e, em muitos casos, afastamento profissional.

A boa notícia é que pequenos ajustes fazem grande diferença.

  1. Altura correta do mocho

O primeiro ponto crítico é a altura. O ideal é que:

  • Os pés estejam totalmente apoiados no chão
  • Os joelhos fiquem levemente abaixo da linha do quadril
  • As pernas devem permanecer posicionadas 90° em relação ao chão

Muitos profissionais utilizam mochos tradicionais que induzem a retroversão da pelve, favorecendo a curvatura lombar inadequada.

É justamente aqui que modelos em formato sela ganham destaque, pois promovem:

  • Abertura natural do quadril
  • Alinhamento fisiológico da coluna
  • Redução da sobrecarga lombar

O novo Mocho Sela da Saevo foi desenvolvido com esse princípio ergonômico, favorecendo uma postura mais ativa e estável ao longo do atendimento.

  1. Angulação da cadeira odontológica

A posição do paciente impacta diretamente a postura do profissional. Algumas recomendações práticas:

  • Ajustar a altura da cadeira antes de iniciar o procedimento – o dentista deve conseguir trabalhar com suas mãos na altura da boca do paciente
  • Posicionar o paciente de acordo com o campo a ser trabalhado

– Se arcada inferior, deve-se manter o paciente deitado com leve elevação do encosto

– Se arcada superior, deve-se manter o paciente na posição horizontal com leve inclinação do encosto

Quanto menor a necessidade de inclinar o pescoço, menor o risco de tensão cervical ao final do dia.

  1. Posicionamento correto do refletor

Um erro comum é adaptar o corpo à iluminação, quando deveria ser o contrário. O refletor deve:

  • Iluminar o campo operatório sem gerar sombra
  • Permitir visualização clara sem inclinação excessiva da cabeça
  • Ser ajustado sempre que o posicionamento do paciente mudar

Má iluminação gera compensação postural.

 

  1. Postura cervical e lombar

A cervical costuma ser a primeira região a apresentar dor.

Boas práticas:

  • Manter o queixo levemente recolhido
  • Evitar flexão constante acima de 20 graus
  • Alternar posição sempre que possível

Na lombar, o apoio adequado é fundamental. Assentos que promovem a inclinação anterior da pelve reduzem compressão discal e favorecem alinhamento fisiológico.

 

  1. Ergonomia é investimento, não conforto

Muitos profissionais encaram ergonomia como algo secundário, mas ela impacta diretamente:

  • Longevidade profissional
  • Qualidade dos movimentos
  • Precisão clínica
  • Disposição ao final do dia

Equipamentos desenvolvidos com foco ergonômico não são apenas diferenciais estéticos. Eles fazem parte da estratégia de saúde ocupacional do consultório.

 

  1. Posicionamento do profissional em relação a cadeira

O posicionamento do mocho em relação à cadeira é interpretado como um relógio e deve seguir a lógica de trabalho. Para ambas arcadas, o cirurgião-dentista deve se posicionar entre 9 e 12 horas, a depender da hemiarcada a ser trabalhada. Por exemplo, caso queira trabalhar na arcada superior em região posterior esquerda do paciente, a melhor posição é de 8 horas, pois permite visualização tanto direta, quanto indireta.

Essas considerações são importantes para que o cirurgião-dentista evite sobrecarga e fadiga muscular durante os atendimentos – o correto posicionamento inclusive traz benefícios para a realização dos procedimentos.

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Bruna Silva

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