Passar horas em posição estática, com inclinação cervical e movimentos repetitivos, faz parte da rotina do cirurgião-dentista. O problema é que, quando a ergonomia não está adequada, o desconforto se transforma em dor crônica e, em muitos casos, afastamento profissional.
A boa notícia é que pequenos ajustes fazem grande diferença.
- Altura correta do mocho
O primeiro ponto crítico é a altura. O ideal é que:
- Os pés estejam totalmente apoiados no chão
- Os joelhos fiquem levemente abaixo da linha do quadril
- As pernas devem permanecer posicionadas 90° em relação ao chão
Muitos profissionais utilizam mochos tradicionais que induzem a retroversão da pelve, favorecendo a curvatura lombar inadequada.
É justamente aqui que modelos em formato sela ganham destaque, pois promovem:
- Abertura natural do quadril
- Alinhamento fisiológico da coluna
- Redução da sobrecarga lombar
O novo Mocho Sela da Saevo foi desenvolvido com esse princípio ergonômico, favorecendo uma postura mais ativa e estável ao longo do atendimento.
- Angulação da cadeira odontológica
A posição do paciente impacta diretamente a postura do profissional. Algumas recomendações práticas:
- Ajustar a altura da cadeira antes de iniciar o procedimento – o dentista deve conseguir trabalhar com suas mãos na altura da boca do paciente
- Posicionar o paciente de acordo com o campo a ser trabalhado
– Se arcada inferior, deve-se manter o paciente deitado com leve elevação do encosto
– Se arcada superior, deve-se manter o paciente na posição horizontal com leve inclinação do encosto
Quanto menor a necessidade de inclinar o pescoço, menor o risco de tensão cervical ao final do dia.
- Posicionamento correto do refletor
Um erro comum é adaptar o corpo à iluminação, quando deveria ser o contrário. O refletor deve:
- Iluminar o campo operatório sem gerar sombra
- Permitir visualização clara sem inclinação excessiva da cabeça
- Ser ajustado sempre que o posicionamento do paciente mudar
Má iluminação gera compensação postural.
- Postura cervical e lombar
A cervical costuma ser a primeira região a apresentar dor.
Boas práticas:
- Manter o queixo levemente recolhido
- Evitar flexão constante acima de 20 graus
- Alternar posição sempre que possível
Na lombar, o apoio adequado é fundamental. Assentos que promovem a inclinação anterior da pelve reduzem compressão discal e favorecem alinhamento fisiológico.
- Ergonomia é investimento, não conforto
Muitos profissionais encaram ergonomia como algo secundário, mas ela impacta diretamente:
- Longevidade profissional
- Qualidade dos movimentos
- Precisão clínica
- Disposição ao final do dia
Equipamentos desenvolvidos com foco ergonômico não são apenas diferenciais estéticos. Eles fazem parte da estratégia de saúde ocupacional do consultório.
- Posicionamento do profissional em relação a cadeira
O posicionamento do mocho em relação à cadeira é interpretado como um relógio e deve seguir a lógica de trabalho. Para ambas arcadas, o cirurgião-dentista deve se posicionar entre 9 e 12 horas, a depender da hemiarcada a ser trabalhada. Por exemplo, caso queira trabalhar na arcada superior em região posterior esquerda do paciente, a melhor posição é de 8 horas, pois permite visualização tanto direta, quanto indireta.
Essas considerações são importantes para que o cirurgião-dentista evite sobrecarga e fadiga muscular durante os atendimentos – o correto posicionamento inclusive traz benefícios para a realização dos procedimentos.