Como fazer raio x periapical: aprenda as principais técnicas odontológicas

Como fazer raio x periapical: aprenda as principais técnicas odontológicas

24/10/2022 - Por: Ademar Junior

Trouxemos, neste artigo, mais informações sobre esse exame e as técnicas utilizadas para sua execução. Saiba como fazer raio x periapical em seus pacientes.

Apesar de o raio X periapical ou radiografia periapical ser um exame muito comum nas avaliações e tratamentos odontológicos, muitas pessoas desconhecem as técnicas utilizadas para a realização desse exame e as suas indicações.

O que é a radiografia periapical?

A radiografia periapical é um exame radiográfico muito utilizado na Odontologia como exame complementar para o diagnóstico e tratamento de diversas patologias bucais.

Esse exame possibilita a visualização e a análise detalhadas da anatomia de um ou mais dentes e de suas estruturas de suporte.

Como fazer o raio X periapical?

A solicitação desse exame é feita pelo cirurgião-dentista e ele pode ser realizado no próprio consultório, caso o profissional possua o aparelho de raios-X periapical, ou em clínica radiológica.

Para a realização desse exame o paciente é orientado a remover quaisquer objetos metálicos que possa estar utilizando na região a ser radiografada, como por exemplo: brincos, piercings, próteses removíveis, entre outros.

Em seguida, é feita a proteção do paciente com avental e protetor de tireóide de chumbo. O paciente deve permanecer sentado e o profissional posiciona corretamente o sensor digital ou o filme radiográfico.

O aparelho é então acionado para a emissão dos raios X e em poucos segundos a radiografia pode ser visualizada em uma tela de computador nos casos de execução de radiografias digitais.

Para a obtenção da imagem nas radiografias convencionais, o filme radiográfico deve ser processado em produtos químicos específicos.

Como essa técnica funciona?

A radiografia periapical é um exame intraoral, ou seja, o sensor digital ou o filme radiográfico deve ser posicionado dentro da cavidade bucal para a realização do exame.

Radiografia periapical digital

A radiografia periapical digital utiliza um sensor digital no lugar do filme radiográfico convencional. Dessa forma, é possível visualizar a imagem em uma tela de computador assim que o exame é realizado, o que proporciona facilidade e agilidade no atendimento, principalmente nos casos onde há necessidade de repetição do exame.

Além disso, é possível realizar alterações na imagem utilizando ferramentas específicas, a fim de aumentar a sua qualidade e permitir um diagnóstico mais preciso.

As imagens podem ser arquivadas em meios digitais, o que elimina a necessidade de se armazenar grandes quantidades de filmes radiográficos, além de diminuir a poluição causada pelo descarte desses filmes.

Além das vantagens mencionadas acima, as radiografias digitais necessitam de doses de radiação menores quando comparadas às radiografias convencionais.

Técnicas de radiografia periapical

Existem duas técnicas para a realização da radiografia periapical: a técnica da bissetriz e a técnica do paralelismo.

Técnica da Bissetriz

A técnica da bissetriz, também chamada de técnica do cone curto, foi desenvolvida por Cieszynski (1907), que foi o idealizador da regra utilizada para a execução dessa técnica: “O ângulo formado pelo longo eixo do dente e o longo eixo do filme resultará em uma bissetriz na qual o feixe de raios X deverá incidir perpendicularmente”.

Nessa técnica, o paciente segura o filme radiográfico com o próprio dedo na região do palato ou do assoalho da boca. Para as radiografias da arcada superior o paciente deve segurar o filme com o polegar e para a arcada inferior, com o indicador.

Técnica do Paralelismo

A técnica do paralelismo foi desenvolvida com o intuito de reduzir o grau de distorções nas imagens, e a sua aceitação ocorreu após o desenvolvimento da técnica por McCormack (1920) e aperfeiçoamento e divulgação por Fitzgerald (1947).

Para a realização dessa técnica, utiliza-se um posicionador em que o filme radiográfico é fixado, sem a necessidade da participação do paciente. Parte do posicionador fica na cavidade bucal e outra parte na região externa que serve de referência para o posicionamento do cone do aparelho.

Estudos mostram que a técnica do paralelismo é uma técnica de fácil aprendizagem e que, quando é necessária a pesquisa de alterações sutis nas estruturas periapicais e periodontais, a técnica do paralelismo é superior à da bissetriz.

Além disso, usar um posicionador para a realização da radiografia periapical é um fator que auxilia na padronização e simplificação da técnica de execução de radiografias periapicais.

Sendo assim, a técnica do paralelismo é a primeira escolha dos cirurgiões-dentistas, exceto em casos  em que é impossível sua realização, como por exemplo, quando a configuração anatômica do paciente (palato, assoalho da boca) não permite o uso do posicionador.

Nesses casos, alguns dos princípios da técnica da bissetriz podem ser usados para alcançar o local necessário para o posicionamento do filme e determinar a angulação vertical do cabeçote.

Outros tipos de radiografias intraorais

Além da radiografia periapical existem outros dois tipos de radiografias intraorais: a radiografia interproximal e a radiografia oclusal.

A radiografia interproximal, também chamada de bite wing, é um exame radiográfico cuja finalidade é possibilitar a avaliação das condições das coroas dos dentes superiores e inferiores em uma mesma radiografia. Esse exame é indicado para avaliar a presença de lesões de cárie interproximais, para avaliação dos pontos de contato das restaurações, entre outras condições.

A radiografia oclusal é um exame que possibilita a visualização da maxila ou da mandíbula em uma única tomada radiográfica. Esse exame é indicado para pacientes que sofreram perda dentária e precisam verificar se ainda há raízes residuais, dentes inclusos ou dentes supranumerários.

Importância das técnicas da radiografia

As diferentes técnicas existentes para a realização da radiografia periapical são importantes, e apesar de o paralelismo ser a técnica mais utilizada, existem situações que impedem a execução da radiografia utilizando o posicionador, sendo necessário, nestes casos,  optar pela técnica da bissetriz.

Preciso fazer mais exames?

A avaliação da necessidade de realização de outros exames complementares é feita pelo Cirurgião-Dentista e é válido ressaltar que o sucesso de um tratamento odontológico depende do diagnóstico preciso e, para isso, muitas vezes é necessária a realização de mais de um exame odontológico.

Quem pode realizar as radiografias?

Os exames radiográficos odontológicos podem ser realizados por profissionais formados em Odontologia (cirurgiões-dentistas) e por profissionais que realizaram o curso técnico em Radiologia.

Ter um aparelho de raios X no consultório é um fator que proporciona comodidade e agilidade para o profissional e para o paciente nos tratamentos odontológicos.

Sendo assim, recomendamos ao profissional que deseja adquirir esse aparelho, que procure por marcas tradicionais e renomadas no mercado, como a Saevo. Os principais modelos são: Spectro 70X (coluna móvel, parede e pantográfico) e Eagle X-Ray (portátil).

Referências

  1. BRANDT, Celso et al. A INFLUÊNCIA DO ENSINO DA TÉCNICA RADIOGRÁFICA PERIAPICAL DO PARALELISMO PRELIMINARMENTE AO DA TÉCNICA RADIOGRÁFICA PERIAPICAL DA BISSETRIZ. Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo, 1997.
  2. White SC, Pharoah MJ. Radiologia Oral: Princípios e Interpretação. 5 ed. St. Louis: Mosby; 2007.
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O Autor

Ademar Junior

Administrador. Mestrando em administração. MBA em gestão empresarial. Especialista de Produtos da área de Imagem na Alliage.

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